Orçamento da UFSM para 2022 necessita de mais R$ 31 milhões

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) precisa de mais R$ 31 milhões em seu orçamento de 2022 para manter as atividades da instituição. A afirmação é do pró-reitor de Planejamento, Joeder Campos, em entrevista ao site da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm).

Conforme a reportagem assinada pelo jornalista Fritz R. Nunes, produzida com informações da Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan) e do Andes-Sindicato Nacional, o orçamento da UFSM para 2022 encolheu 15,6% em relação a 2019, isso sem considerar a inflação do período. Quando é considerada a inflação nesse cálculo, a redução orçamentária da UFSM atinge 26,6%.

O pró-reitor disse ao site da Sedufsm que não se pode levar em conta, na análise os exercícios de 2020 e 2021 devido “à atipicidade de funcionamento”. Ou seja, devido à pandemia de Covid-19, houve redução das atividades presenciais na instituição, o que impactou nos gastos.

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Situação se agrava com a inflação

Já para o ano que vem, Campos entende que o desafio da UFSM será manter contratos para atender aos protocolos de biossegurança recomendados. O quadro se agrava com a inflação em disparada.

Quanto ao cenário nacional, as universidades federais necessitam de, no mínimo, R$ 1,8 bilhão a mais do que o previsto em seus orçamentos para poderem funcionar no ano que vem.

Nos dias 25 e 26 de outubro, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) informou o montante necessário ao Congresso Nacional e ao Ministério da Educação (MEC).

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R$ 5,1 bilhões para 69 instituições federais

O Projeto de Lei Orçamentária do governo federal para 2022 prevê R$ 5,1 bilhões para gastos discricionários – funcionamento, obras, contratação de serviços de terceirização de mão de obra e despesas com assistência estudantil – para as 69 instituições federais.

Contudo, a Andifes alerta que serão necessários, no mínimo, R$ 6,9 bilhões para custear a manutenção das universidades federais e quitar contas essenciais, como luz, água, serviços de limpeza, segurança e manutenção.

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Reitores alertaram sobre cortes

Ao longo dos anos, a Andifes vem alertando para os sucessivos cortes de verbas, que ameaçam as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Por isso, as IFES reivindicam a reposição de perdas acumuladas.

A entidade sustenta que o valor reivindicado ao MEC não representa uma alta orçamentária, mas somente a recomposição dos cortes realizados desde 2019 e a perda inflacionária. Esse é o teor de um documento entregue pela Andifes ao relator do Orçamento da União, deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ).

 “Conscientes da crise econômica, não estamos demandando aquilo que seria necessário para um funcionamento ideal, mas sim aquilo que temos como referência no último ano de funcionamento pleno das atividades [com aulas presenciais] com as correções da inflação”, afirma a entidade.

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Em 23 de setembro, o Andes-SN lançou a campanha “Defender a educação pública, essa é a nossa escolha para o Brasil”. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para a importância de lutar pela recomposição dos orçamentos das universidades, institutos federais e cefets e dos institutos de pesquisa públicos. 

(Com informações da Sedufsm)

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